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História

Existem duas versões sobre a origem de Tancos. A primeira, diz que Tancos foi fundado por cavaleiros franceses que vieram ajudar D. Afonso Henriques na conquista de Lisboa em 1147. O Rei doou então várias terras aos militares estrangeiros (Cruzados) com o objectivo de serem povoadas. Entre estas terras estava Tancos, pelo que os seus povos lhe deram o nome de Francos, que corrompendo-se deu Tancos.

A segunda versão, e que parece ter maior consistência, é que Tancos foi fundado pelos Tancos ou Tabucos, povos que habitavam Abrantes. Os Tancos eram antigos Lusitanos (Celtas) que se fundiram com os povos vindos d'além Pirinéus. A ser verdadeira esta versão, conforme parece, a Vila de Tancos foi fundada 400 ou 500 anos antes da era Cristã, pois se D. Afonso Henriques tivesse doado esta terra aos cavaleiros franceses não lha teria tirado 22 anos depois (1147/1169), para a dar aos Templários. Doou-lhes também os sastelos de Cardiga, Tomar e Zêzere. O Castelo de Almourol, nesta altura, era apenas ruínas.

Este antiquíssimo burgo de Tancos foi elevado a vila por D. Manuel I em 1517, separando-a da jurisdição da vila de Atalaia, concedendo-lhe foral e dotando-a de dois cais fluviais, um superior e outro inferior. Quem passasse ao nível do cais superior não avistava sequer a ponta dos mastros dos barcos atracados, tal era baixo o leito do Tejo na época.

Foi vila e sede de concelho até ao início do século XIX. Era constituído apenas por uma freguesia e tinha, em 1801, 708 habitantes.

Em Tancos e na freguesia de Atalaia, são visíveis marcas neolíticas, enquanto que a presença romana e árabe está, igualmente, bem delimitada no concelho, mais especificamente no Castelo de Almourol.

A partir da Idade Média, as povoações que, actualmente, compõem o concelho de Vila Nova da Barquinha foram perdendo importância militar e foi o Rio Tejo que passou a ter um papel fundamental no desenvolvimento local. Desta forma, a navegabilidade e o tráfego fluvial intenso originaram portos fluviais em Tancos (século XVI) e em Barquinha (século XVIII).

A chegada do caminho-de-ferro provocou uma diminuição do comércio fluvial e as povoações ribeirinhas começaram a entrar em decadência.

No dia 6 de Novembro de 1836, a rainha D. Maria II assinou um decreto que criou o concelho de Vila Nova da Barquinha, que seria composto pelos extintos concelhos de Atalaia, Paio de Pele e Tancos. Só três anos mais tarde (26 de Junho de 1839), é que Barquinha foi elevada a Vila.

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